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Análise | "Superação", de Damares

Após uma hiato de mais de três anos desde o último álbum de estúdio, o confuso "Obra Prima", Damares anunciou, ainda em 2019, que em breve, após o lançamento de três singles, o novo álbum completo chegaria, e dia 27 de Março foi disponibilizado em todas as plataformas digitais.
     Cercado de algumas expectativas, principalmente após o último lançamento, que rompeu, de certa forma, com o estilo presente na discografia anterior a ele, "Superação" vem ser uma mescla que traz de volta o estilo que consagrou Damares e voltar ao eixo de consagração.
     Os primeiros indícios de uma tentativa mais tradicional e sem muita ousadia já estão na parte gráfica. O título simples aliado a uma imagem, até mesmo genérica, não traz novidade aos olhos nem um respiro para o cenário da música pentecostal. É a capa de mais um álbum, apenas isso. Sem uma preocupação conceitual. Se a proposta já não rendia muitas possibilidades, ao menos um vestido monocromático teria ornado com o conjunto. Após esse primeiro balde de água fria, resta ao repertório, esse o mais importante, revelar a proposta do novo CD.
     Eu quero ver o seu milagre: A faixa que abre o disco é, simultaneamente, o primeiro single lançado. Apesar do refrão de fácil assimilação, característica presente nos maiores sucessos da cantora, essa apresenta um conteúdo lírico inferior e não possui a força que aparenta ter. Para um retorno tão delicado, principalmente após um longo período sem um hit que agradasse as massas, EQVOSM é insuficiente e não acrescenta. Nota: 8,0
     

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